Em Mt 1:18-25 aprendemos que Jesus nasceu de Maria pelo poder do Espírito Santo: seu corpo é mortal; seu Espírito não, isto é, tem a vida em si mesmo Jo 5:26.
Ele estava sempre na presença de Deus Jo 7:34, diferente de nós, que estamos afastados. Por causa do pecado, há um abismo entre nós e Deus Is 59:2.
Isso não acontecia com Jesus, que não conheceu pecado 2 Co 5:21. Se não fosse por um propósito maravilhoso de Deus, seu destino seria nunca ver a morte conforme a Bíblia a define Jo 5:25-26. Ele tem a vida em si mesmo, pois é o Filho primogênito de Deus.
Nossa condição não é tão feliz. Afastados de Deus, do lado de lá do abismo, não temos saída, e nosso destino é perecer. Mas Deus colocou em nós o desejo de viver. Entretanto, isto se tornou impossível conforme o plano original, por causa da queda Gn 3:22-23.
Adão e Eva pecaram, e a consequência do pecado deles foi desastrosa: fomos expulsos da presença de Deus. Assim como eles, seus descendentes pecaram e nós também pecamos Is 59:3-15 Rm 3:10-19. E isto aumenta o cada vez mais o abismo que nos separa Is 59:1-2.
Nascemos em um mundo que sofre as consequências do pecado. Nossa condição ruim entristece o coração de Deus. Vejam as palavras de Jesus em Mt 9:36 e Mt 23:37.
Em Is 53:4-6 há uma profecia sobre o grandioso plano de Deus para nos libertar do pecado. Ela fala com clareza que o Servo do Senhor iria tomar os nossos pecados sobre si, a fim de que fôssemos curados. Isto de fato aconteceu quando Cristo morreu por nós na cruz: Is 53:7-9.
A morte física de Jesus parece um acontecimento ruim, o fim de todas as nossas esperanças e o triunfo do mal que insiste em nos aprisionar. Realmente, todos ficaram tristes com a crucificação de Jesus. Mas em Is 53:1 encontramos a pergunta:
"A quem se revelou o braço do Senhor? (ou: Quem diria que o Senhor estava agindo? )"Somente por meio do Espírito Santo podemos compreender o que se passou. Segundo Ele e por meio da Bíblia, sabemos que o preço do pecado é a morte, e somente com ela os pecados são anulados Rm 6:23.
Desde o início Deus ensinou o seu povo a oferecer sacrifícios pelos pecados Lv 7:37-38, mas somente um sacrifício perfeito poderia realmente anular todos os pecados. A ideia era que o cordeiro sacrificado recebia em si o pecado, e o seu sangue era o preço por ele. De outra maneira, quem cometeu o pecado é quem morreria. Por muitas gerações, cordeirinhos e outros animais foram oferecidos em sacrifício por esta razão. (Deus não queria o sacrifício de pessoas Gn 22:9-13, e condenava as nações que faziam isso 2 Rs 17:17).
Mas então veio Jesus, a quem João Batista chamou de "o cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo" Jo 1:29.
Jesus sabia do plano de Deus, e o afirmou várias vezes Mt 26:28 Jo 8:28 (levantado=crucificado) Jo 14:31. Enquanto esteve conosco, ensinou e curou as pessoas, mostrando para o mundo o Deus Pai. E fez tudo isto na presença de Deus, isto é, em união íntima com Ele Jo 14:7-11.
Quando chegou a hora Jo 12:23-33, Jesus se entregou para ser crucificado pelos homens. Como lemos em Is 53:7, ele não reagiu, apenas se entregou. Já pendurado numa cruz, e instantes antes da sua morte, Jesus bradou: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Mc 15:34. Neste instante, Deus o fez pecado por nós II Co 5:21, isto é, os nossos pecados foram imputados a Ele. Deus retirou sua presença de Jesus, e ele conheceu a morte, e por ela foi levado.
Este foi um ato de amor sem precedentes em toda a História Jo 3:16 Rm 5:8 Rm 8:32.
Estava consumado o sacrifício perfeito exigido para o perdão dos pecados, para sempre. Nunca mais ninguém teria que se justificar mediante boas obras ou mesmo sacrifícios, bastaria crer que o que Jesus fez foi suficiente. De fato, foi um preço muito alto foi pago 1 Pe 1:18-19, um preço que nunca nenhum de nós poderia pagar.
Mas, e quanto a Jesus, o Servo do Senhor? Permaneceria para sempre sob o poder da morte, uma vez que estava sob a maldição dos nossos pecados? De fato, não. A morte não poderia tragar um justo, e não pôde contê-lo At 2:24-28. A morte perdeu o seu poder sobre os que aceitaram o sacrifício de Cristo 1 Co 15:55-57.
De fato, enquanto todos estavam tristes, Deus se agradou do que estava acontecendo: era a nossa salvação, e o início de uma grande família em Jesus Is 53:10-12 Rm 8:29.
O Novo Testamento anuncia esta "boa-nova", isto é, que Jesus nos libertou dos pecados que nos aprisionavam e nos levou de volta à presença de Deus, na condição de filhos: Jo 1:12-13 Rm 8:29-39 I Co 15 II Co 5:14-15.
Aleluia!
16/04/2006 por Marcos e Lu